Análise do jogo Hyrule Warriors: Age of Calamity

Análise do jogo Hyrule Warriors: Age of Calamity

20 de Novembro, 2020 0 Por Sylvie Cortegaça
Ficha do Jogo:
Plataforma: Nintendo Switch
Gênero: Ação, Aventura, Luta
Data de lançamento: 20 de novembro de 2020
Publicadora: Nintendo
Número de jogadores: até 2 jogadores
Idiomas: Inglês (Estados Unidos), Francês (Canadá), Espanhol (América Latina), Espanhol (Espanha), Japonês , Italiano , Alemão , Holandês , Chinês
Controles compatíveis: Nintendo Switch Pro Controller

Age of Calamity se passa 100 anos antes de Breath of the Wild, isso mesmo o jogo vai nos mostrar de perto os eventos da grande calamidade, uma guerra entre Hyrule e o exército de Ganon.

O jogo já começa com uma cutscene emocionante na qual Hyrule é terrivelmente atacada por Guardiões, a cena corta para a princesa Zelda usando o seu poder ancestral para salvar o Link da mira de um guardião, agora, a parte que mais intriga todo mundo acredito, esse poder desperta um espécie de mini guardião – ou como eu gosto de chama-lo, baby Guardian- a parte mais intrigante ainda, é que esse baby guardian ao ouvir as palavras de desespero da zelda ( i must protect everyone) abre um portal, você leu certo um portal mesmo, e o resto eu vou deixar para vocês descobrirem quando forem jogar hahah.

Após isso, temos o Rei Rhoam, pai da Zelda, falando com seus soldados sobre os acontecimentos da profecia e motivando o exército de Hyrule a enfrentar as hordas do mal, no fim aparece o Link junto aos soldados levantando suas espadas determinados a proteger o Reinado de Hyrule!

No fim dessa cutscene super emocionante, partimos para a gameplay, aqui o Link e os soldados devem impedir o ataque de bokoblins em Hyrule Field, o jogo já começa cheio de ação!com o player matando vários bokoblins, os comandos de luta são simples e dão dano em múltiplos inimigos, parece fácil de mais ? não hahah, eles saem de todo canto! quando você acha que acabou com uma horda, aparece mais um milhão de monstros para você derrotar.

Age of Calamity, gera aquele conforto nos fãs de Zelda, que aguardam ansiosamente por Breath of the Wild 2, pois mistura elementos de BotW com Hyrule Warriors, nós vamos ter a tecnologia Sheikah ao nosso lado, vamos poder utilizar os poderes do Sheikah Slate ( Cryonis, Remote Bomb, Stasis, Magnesis), tem os baús para coletar espadas, objetos e até comida, além de outras coisas como o Paraglider e os Koroks!

Personagens

Esse Hyrule Warrios, trouxe uma gama de personagens jogáveis e, segundo a Nintendo, o foco estará na backstory e relações desses personagens antes de BotW, vou listar abaixo alguns:

-Link

-Impa

-Champions ( Daruk, Urbosa, Revalli, Mipha)

Ver a imagem de origem

-Zelda

Gráficos

Os visuais em Age of calamity estão muito ricos, justamente por se tratar daquele vasto mundo de Breath of the Wild, Hyrule continua cheia de elementos detalhados. Porém, durante a gameplay temos uma queda de frames nas batalhas com muitos inimigos e elementos ao mesmo tempo, que na minha opinião não incomoda tanto a jogatina, mas o que realmente pesa é no multiplayer, nesse modo a queda de frames se torna mais frequente, podendo sim atrapalhar o desempenho do jogador. Claro que temos que entender esse desafio da Nintendo de misturar um mundo tão rico como o de BotW com esse estilo de jogo como Hyrule Warrios.

Áudio

Em questão de áudio a big N soube explorar muito bem essa parte e nos trouxe um jogo cheio de emoções com uma ótima trilha sonora inspirada em BotW, mas também com musicas inéditas sem perder a qualidade e identidade que as trilhas de Zelda possuem! As cutscenes tem uma grande imersão que te fazem ficar apreensivo junto com os personagens nas cenas de ação, aqui também temos uma maior quantidade de falas com áudio, onde as vozes foram muito bem pensadas e encaixam perfeitamente com cada personagem! Já era de se esperar tamanha qualidade em relação ao áudio, tendo em vista que essa é uma das coisas que mais atraem os fãs em The Legend of Zelda.

Jogabilidade

O jogo tem aquela pegada musou mesmo, mas com alguns diferenciais, que impedem a gameplay de ficar repetitiva, Hyrule Warrios Age of Calamity traz diversos tipos de ataques além da opção de combos, dash e esquivas. Mas a inovação nesse estilo veio com a possibilidade de utilizar as runas do Sheikah Slate, as habilidades dos campeões o que deixa a gameplay rica em ataques e defesas, fazendo o player pensar em uma certa estratégia na hora das batalhas.

Pontos positivos

Agora partindo para os pontos positivos do jogo, podemos começar com a falta da estamina, acho que vocês concordam comigo que seria praticamente impossível matar aquela quantidade de inimigos com uma rodinha de estamina rsrs. Apesar de tirar a estamina, eles manteram a opção de comer para ganhar corações, o que sinceramente ajuda bastante e evita do player cansar da gameplay por morrer diversas vezes, além de manter aquela pegada de breath of the wild, onde você precisa pegar os itens e abrir baús. E por fim, apesar do estilo musou a nintendo soube explorar muito bem os dois estilos, trazendo coisas boas de ambos e fez com que esse Warrios tivesse sua própria identidade.

Pontos Negativos

claro que um jogo não vive só de elogios, então vamos comentar não sobre pontos negativos, mas pontos que poderiam ser melhorados. Sobre a queda de frames eu já comentei nos gráficos, então vou falar primeiro dos aliados, bem… eles são o mesmo que nada, quando estamos com outro personagem, hahah eu sei que a maior parte do combate tem que ser nossa, mas poxa, custava matar um inimigo aqui ou ali? ao invés disso eles ficam batendo nos inimigos sem rumo e sem dar muito dano. Outro ponto, é no modo multiplayer que para começar não tem opção para jogar online e segundo, os itens são compartilhados, e isso definitivamente atrapalha muito quando você não está jogando só, quantas vezes meu namorado comeu todos os alimentos pra se curar e eu morri por que quando fui usar não tinha mais nada que eu peguei, e isso é involuntário, você está com vida baixa, come uma maçã, então acredito que seria melhor separar o inventário no multiplayer para não gerar confusão.

NOTA: 9,3/10