Análise de Castlevania III: Dracula`s Curse  (Review)

Análise de Castlevania III: Dracula`s Curse  (Review)

23 de Novembro, 2020 0 Por Markus

Por: Slackuser

Ficha do Jogo:
Data de lançamento do jogo original: 22 de dezembro de 1989
Desenvolvedor: Konami
Gênero: Jogo eletrônico de plataforma
Plataformas: Nintendo Entertainment System – NES | PC – Computador (Microsoft Windows) | Wii (Virtual Console) | Wii U(Virtual Console) | 3DS(Virtual Console)

Introdução

A série Castlevania, sempre admirei, história ótima, fascinante, sem falar nas criaturas mitológicas que aparece (a Morte, Cerberus, Dracula…), diversão e jogabilidade. O 3º episodio do Nes, veio trazendo grandes mudanças/evoluções para a época. É interessante como alguns clássicos como este, até hoje é apreciado por muitos jogadores, concordo que nos jogos de hoje faltam detalhes que grandes jogos antigos como este tinham. As aventuras do Clã Belmont começaram a ser contadas em 1986, no MSX, e no final da década de 80 a série fez a fama com o excelente Castlevania, lançado em 1987, Castlevania II: Simon´s Quest, que foi lançado um ano mais tarde. É um jogo bom (embora não tenha o mesmo charme de seu antecessor) e finalmente, em 1990, foi lançado o último jogo da trilogia para o 8 bits da Nintendo, e com certeza, o melhor dos três. A dificuldade desse game é incrível, a medida que vai avançando no jogo, a perda de life vai aumentando, e os inimigos ficando mais resistentes, mas nada que atrapalhe a jogatina.

História

A história se passa anos antes do primeiro jogo. Mais uma vez a família Belmont, (Trevor Belmont) mais ou menos em meados de 1476, depois de serem expulsadas do vilarejo, tem a missão de livrar o mundo das mãos do diabólico Conde Drácula, que havia lançado uma maldição em Wallachia. Trevor tem como parceiros, Sypha Belnades, uma grande feiticeira, Alucard (para quem não sabe, foi aqui que o famoso homem de cabelos brancos apareceu pela primeira vez), o filho rebelde de Drácula e o capitão pirata Grant que teve sua família brutalmente assassinada pelo conde. Após um intenso combate no castelo demoníaco do Lorde das Trevas, os heróis saem vitoriosos.

Gráficos

Chegando no ano de 1990, sendo um lançamento muito bem recebido na época, a Konami conseguiu fazer um grande feito neste cartucho, usando um novo chip, para gerar efeitos de rotação, gráficos bem mais detalhados, objetos móveis no background, esses gráficos até então não foram vistos, com isso sendo considerado um dos melhores jogos do console.

Som

Os efeitos sonoros também estão melhores do que os jogos anteriores. Sypha Belnades tem um gemido diferente dos outros personagens por ser a única mulher, detalhe que hoje pode parecer bobo, mas que para a época foi bem interessante. Legal também são que os chefes das fases morrem gritando dentro de uma grande chama… algo realmente assustador! As músicas estão como de costume fantásticas, com o destaque para o remixe de Vampire Killer que ganhou o nome de Deja Vu (por motivos óbvios) e para a música da primeira fase do jogo, The Beginning, que também se tornou clássica na série, aparecendo em jogos posteriores. Outros exemplos de excelentes músicas são: Aquarius, Demon Seed e Riddle.

Jogabilidade

Castlevania III abandona os elementos de aventura de seu antecessor e volta a utilizar o sistema de plataforma do primeiro Castlevania. Mas diferente de Castlevania, Castlevania III não segue um roteiro linear: conforme avança no jogo, você pode escolher dentre até quatro personagens, e, após passar da primeira fase, pode escolher vários caminhos a seguir, que levam a várias fases diferentes. Há um total de 15 fases no jogo.

Diferenças entre as versões

Além da diferença do nome, a versão japonesa de Dracula’s Curse difere da americana e da europeia em diversos pontos:

* O ataque principal de Grant não é um golpe de sua adaga, mas sim facas atiradas à distância.
* A fonte principal usada nos textos da versão japonesa é simples e padronizada – diferente do estilo gótico adotado na versão americana.
* Os seios da chefe Medusa são expostos normalmente na versão japonesa, enquanto nos EUA eles foram alterados para parecer um peitoral masculino. Do mesmo modo, algumas estátuas têm os seios cobertos na versão americana.
* Os Flea-men corcundas, na versão japonesa, foram substituídos por Gremilins saltitantes.
* Vários inimigos possuem coloração ou design diferente, ou possuem ataques diferentes.
* Os cenários de várias fases possuem coloração diferente.
* A versão japonesa original continha um microchip especial para músicas chamado “VRC6”, que foi removido nas versões americana e européia. Esse chip adicionava três canais extras de MIDI ao sistema de som básico do NES, que era de apenas cinco canais. A razão dessa remoção era de que o console NES americano não suportava chips de som externos, então as músicas tiveram de ser reprogramadas para os EUA, o que resultou em uma mixagem totalmente diferente (e inferior).
* A versão japonesa possuía gráficos ligeiramente melhores, com efeitos especiais mais avançados. Isso se deve à falta de outro chip que estava presente na versão japonesa mas não na americana, por ser fabricado pela própria Konami e não pela Nintendo.
* Nos EUA, o nome de Trevor foi adaptado. Até hoje no Japão ele é chamado de “Ralph Belmondo”.