Análise do jogo Persona 5

Análise do jogo Persona 5

3 de Dezembro, 2020 0 Por Thom Fernandez

Por: Carlos Eduardo e Thom Fernandez

Ficha do Jogo:
Data de lançamento: 15 de setembro de 2016
Gênero: Japanese role-playing game (JRPG)
Desenvolvedor: Atlus, P Studio
Plataformas: PlayStation 3, PlayStation 4
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Jogo ganhador do prêmio: The Game Award para Melhor RPG

Persona 5 é um jogo de JRPG (RPG japonês) singleplayer, desenvolvido pela Atlus e P Studio, e publicado pela Atlus, Sega e Deep Silver. O jogo foi lançado inicialmente em 15 de setembro em 2016 para PlayStantion 3 e PlayStation 4.

Desenvolvimento

No começo de seu desenvolvimento a narrativa de Persona 5 ia ser sobre viajar pelo mundo e teria um grande foco em auto descobrimento, mas quando o time estava concretizando essa narrativa ocorreu o catastrófico terremoto de Tohoku e suas repercussões afetaram profundamente o diretor Katsura Hashino, isso o conduziu a mudar totalmente a narrativa do jogo e o compeliu focar no Japão em si e expressar sua visão pessoal que se mudou depois do desastre natural que ocorreu.Hashino acreditava que Persona era quase drama contemporâneo e decidiu que o time não tinha escolha e mudou a direção na narrativa para focar no psique do cidadão japonês e como ele havia mudado depois do terremoto.

Depois dessa mudança a equipe começou a testar outros sistemas de batalha para o jogo, testando um sistema de “action battle” no lugar do clássico sistema “turn-based”, depois de alguns testes eles decidiram que não iriam utilizar esse novo sistema porque perceberam que essa decisão significava jogar fora todo conhecimento e melhoramentos que haviam feito nos últimos jogos e acharam que era uma mudança muito grande para a série por inteiro.

A maior inspiração para o jogo foi subgênero literário picarescos, que mostra um herói malandro e sagaz que usa inteligência e astúcia para viver em uma sociedade corrupta, surgindo com a obra “Lazarillo de Tormes”. Hashino comentou sobre a inspiração do subgênero picaresco: “Se existe um coisa que está no centro dos temas do nosso jogo, é noção que existem coisas que as pessoas querem fazer com suas vidas mas não podem por um motivo ou outro. (…) Eu sinto que isso que compele as pessoas a gostarem a histórias de ladrões e grandes roubos, porque faz elas sentiram uma sensação específica que não é possível necessariamente sentir fazendo outras coisas. Um dos objetivos com Persona 5 era dar para essas pessoas um jeito delas explorar e vivenciar essa sensação de liberdade.

História

A História se passa nos dias atuais no Japão. O protagonista, mais conhecido pela sua identidade de Phantom Thief Joker, foi para Tokyo cumprir um acordo de reabilitação na academia Shujin, decorrente de ter sido condenado injustamente num caso de agressão a um político corrupto. O protagonista passa ter sonhos de estar preso em uma cela de prisão e com um homem chamado Igor e duas guardas de prisão, que ele nunca havia visto. Ainda nos seus sonhos Igor conta sobre as futuras escolhas e adversidades que o protagonista irá enfrentar.

No seu caminho para a academia no primeiro dia de aula, misteriosamente aparece no seu celular um aplicativo chamado Metanav, e conhece Ryuji Sakamoto, outro aluno da academia. À medida que vão conversando, este aplicativo misterioso é ativado por palavras ditas por eles, transportando-os para outra dimensão, sem que os dois percebam o que está acontecendo.

Chegando na academia Shujin, eles ficam perplexos pois veem que o prédio da academia se transformou em um castelo. Eles adentram o castelo e são capturados e levados para o calabouço e torturados pelo rei do castelo, que é na verdade o professor de educação física da academia. De repente o protagonista ouve uma voz misteriosa que diz para ele se rebelar pois ambos não suportam mais injustiça no mundo e também fala para o protagonista revelar sua verdadeira forma, assim ele se liberta e desperta sua Persona, cujo nome é Arsene, após isto ele liberta Ryuji e ambos fogem do castelo.

Carlos Eduardo: A história do jogo é boa, mas quando joguei pela primeira vez, não fiquei tão impactado: ela tem seus momentos mas no geral poderia ter sido melhor.

Thom Fernandez: Quando eu joguei pela primeira vez Persona 5, eu não imaginava que esse jogo irá me impactar tanto quanto fez, eu só fui jogar ele por causa da inclusão do Joker no Super Smash Bro Ultimate e queria entender o porquê das pessoas gostarem tanto do jogo e meu coração foi roubado. Persona 5 me fez refletir nos meus relacionamento com meus amigos e família, me fez as conexões e o impacto que nós temos nos outros e como o aprofundamento de nossas relações abre novos caminhos para o indivíduo e como nós vemos a nossa sociedade por inteiro. Eu já possuía um grande carinho pelo subgênero picaresco, por livros, filmes e outros jogos, e vendo esse tema sendo explorado nesse extenso meu fez sentir sensações maravilhosas. A narrativa principal do jogo é fenomenal e a construção de personagens é sem comparação.

Jogabilidade

O jogo é dividido em duas partes, a primeira sendo a parte que você explora Tokyo realizando atividades com seus confidentes, comprando itens, estudando e melhorando seus status sociais, quanto mais tempo e aproximação você cria com seus confidentes você ganha mais poderes para se utilizar dentro dos palácios do jogo; essa parte é mais focada na narrativa e nos relacionamentos com os confidentes do jogo, sendo mais parecida com um “dating sim” (simulador de relacionamentos).

A outra parte é a exploração dos palácios, que funciona como uma dungeon de Jrpgs básicos, com encontros de batalha, grind de levels e lutas contra chefões do jogo. O principal objetivo no palácio é encontrar o “tesouro” do seu dono, um objeto com grande valor pessoal para ele. O sistema de combate é turn-based, nas mesmas linhas de Final Fantasy, Dragon Quest, com uma pitada de Pokémon, com o sistema de tipos, onde um tipo tem supremacia sobre o outro, utilizando o sistema de tipos você pode derrubar os inimigos, assim criando dois caminhos, você pode derrotar eles em batalha normalmente ou negociar com eles podendo conseguir itens ou até recrutar novas personas para você utilizar em combate. Dentro dos palácios também existe o sistema de alerta, que quanto mais vezes você for detectado pelos inimigos mais forte eles ficaram e você terá mais dificuldade em explorar o palácio.

Na primeira jogatina você teria uma vida útil de 60-80 horas de jogo; agora se você for hardcore e pretende completar 100% do jogo, esse tempo de jogatina irá passar de 200 horas…

Em resumo: Persona 5 é um jogo absolutamente espetacular! Embora que algumas partes da história se perdem, e existem alguns momentos que são um pouco repetitivos (embora que esses problemas tenham sido consertados na nova versão, Persona 5 Royal), mas, mesmo assim o brilho do jogo não é apagado. Enfim: se você gosta de um Jrpg com ótimos personagens, combate satisfatório, trilha sonora espetacular e gráficos lindos, pegue esse jogo e você, com toda certeza irá se divertir muito, seja no PS3 ou no PS4.

Carlos Eduardo: A minha nota é 9,5.

Thom Fernandez: a equipe inteira que produziu o jogo soube o que fazer com as inspirações e transformar elas em um jogo espetacular, minha nota é 10,0.

Nota Final: 9,75