Análise de Sky Target

Análise de Sky Target

20 de Junho, 2021 0 Por Markus

Por: Augusto Aragão

Ficha do jogo:

Data de lançamento original: 1995
Gênero: Shoot ’em up
Desenvolvedor: Sega
Publicadora: Sega
Jogadores: Um jogador
Plataformas: Sega Saturn, PC – Computador (Microsoft Windows), Arcade

NOTA: 8.5

A Sega sempre foi conhecida por seu famoso simulador de F-14, o After Burner, e por um que pareceu ser seu sucessor: o Sky Target. Adaptado para o Saturn, este jogo passa toda a emoção de um “ás indomável”, em uma atmosfera de pura batalha aérea. Ops, eu disse aérea? Melhor ficar atento! Neste jogo as adversidades também vem do chão!

Em relação ao arcade, Sky Target para o Saturn perdeu muito na qualidade gráfica do jogo. O visual dos cenários está muito granulado e com várias falhas poligonais nítidas (o cenário é construído conforme você avança, alguns polígonos somem quando a tela está cheia de elementos gráficos). Como todos os chefes são máquinas grandes, também se nota falhas poligonais em seus detalhes. Mesmo com essas falhas, o jogo continua com uma ação frenética e os detalhes dos aviões podem ser notados. Curiosamente, a abertura do jogo está ótima! Esta é talvez a melhor parte gráfica do jogo! A abertura mostra vários esquadrões dos aviões em movimentos e de cada um deles em detalhe. Da mesma forma que no arcade, o jogador poderá escolher entre 4 aviões: F-14D, F-15E, F-16 e Dassult Rafale. Cada avião tem uma maneabilidade diferente (isto é nítido se for usado o F-16) e isso diferencia na hora de se fugir dos mísseis.

Infelizmente as visões disponíveis para os aviões se limitam a duas e ambas são em terceira pessoa (fora do avião).

A música do jogo é empolgante, mas algumas possuem tons sonoros irritantes. O destaque vai para algumas músicas em estilo semelhante às do jogo After Burner. Algumas tem um claro tom heroico! Os efeitos sonoros estão bons, mas os efeitos de explosões e dos tiros poderiam ser melhores. Há vozes digitalizadas que indicam quando o alvo está travado no sistema de mísseis (um nítido “Fire!”) e entre as fases, quando os pilotos lhe passam informações.

Há duas bifurcações na rota que o jogador segue, mas que não mudam o final do jogo. Estas bifurcações levam a diferentes caminhos, que podem ser mais fáceis ou não. O jogador disporá apenas de um canhão e dos mísseis (infinitos por sinal, e que só podem ser disparados contra até seis alvos ao mesmo tempo) para destruir os inimigos. Há o modo arcade e um chamado “ranking”, em que o jogador pode jogar de forma aleatória nas fases do jogo e quantas vezes quiser, o que ajuda a conhecer um pouco mais a dificuldade. Neste modo, o jogador deve tentar alcançar 100% de aproveitamento e completando a última fase, terá o poderoso EF/A-48 “White Sword” (o último adversário do jogo) selecionável.

Um aspecto negativo bem nítido são os constantes Loadings do jogo. Fora isso, para os amantes da série After Burner, este jogo pode render boas horas de ação.