Análise de Call of Duty Vanguard (Beta)

Análise de Call of Duty Vanguard (Beta)

22 de Setembro, 2021 0 Por Guilherme Possani
Ficha de Jogo:
Data de lançamento prevista: 5 de Novembro de 2021
Jogadores: Multijogador
Gênero: Tiro em Primeira Pessoa
Desenvolvido por: Sledgehammer
Publicado por: Activision
Tamanho do Arquivo: 10 GB (tamanho apenas do beta, jogo completo será maior)
Idiomas Disponíveis: Português, Inglês, Espanhol e Francês
Plataformas: Playstation 4, Playstation 5, PC – Computador (Windows), Xbox One, Xbox Series X|S

Entre os dias 10 e 22 de setembro a beta de Call of Duty: Vangard ficou disponível para os jogadores de Xbox One e Series S/X, PS4, PS5 e PC. O acesso foi escalonado entre as plataformas, alternando-se entre pré-aquisição do game, consoles da Sony, consoles da Microsoft e PC, respectivamente. A partir do dia 18 a beta foi totalmente aberta, unificando o multiplayer entre todas as plataformas. Se mesmo assim você não conseguiu ficar por dentro do novo COD, essa análise deverá te ajudar a entende-lo um pouco mais.

Pois bem, para àqueles que já estão acostumados com COD: Black Ops Cold War, logo de cara sentirão a diferença, principalmente no ritmo da gameplay. Vanguard possui os mesmos comandos, porém, sua velocidade é muito mais cadenciada. Isso não torna o game estático, mas faz com que seja diferente do habitual.

Por conta do ritmo menos frenético e principalmente pela engine diferente, no caso a IW Engine, a mesma utilizada em COD: Modern Warfare, os jogadores que alteraram suas configurações de sensibilidade de movimentação e mira nos CODs anteriores (principalmente nos controles), terão que se readaptar e encontrar novamente seus parâmetros ideais.

Tudo em Vanguard flui de maneira mais lenta, desde o acesso aos Killstreaks à ascensão de níveis. E por falar em Killstreaks, o estilo clássico está de volta, ou seja, você não mais será recompensado com benefícios baseados na somatória de sua pontuação, mas sim pela quantidade de baixas acumuladas sem sofrer eliminações, como ocorria em COD: World at War, por exemplo.

Apesar da movimentação mais pesada, e até podemos dizer, realista, o novo COD mostrou alguns pontos em que sua agilidade é de certa forma maior que a de seus antecessores, como por exemplo, com a corrida tática, onde é possível alcançar maiores velocidades ao correr com a arma erguida, e o time to kill, que é significativamente menor quando comparado à Cold War.

A temática baseada na Segunda Guerra Mundial chega à nova geração, período muito explorado nos percussores do gênero FPS (inclusive nos três primeiros CODs), mas relativamente esquecido nos games atuais. Os dois últimos da franquia foram COD: World at War (2008) e COD: WWII (2017), então se você é do tipo que gosta de se entrincheirar nas cidades europeias e encarar as praias do pacífico, sua hora é agora!

Acompanhada de três mapas, Eagle Nest, com ambientação na neve, Gavutu, uma ilha com bastante vegetação e bunkers espalhados, e Hotel Royal, como o próprio nome já diz, um hotel situado no centro urbano europeu da década de 40, Vanguard garantiu uma boa imersão ao tema e consegue fazer jus à proposta guerra. tiroteios possuem um “feeling” diferente, lembrando bastante os filmes de mesmo tema.

Os gráficos são bonitos, mas não impressionantes, talvez ainda ocorram melhorias até o lançamento oficial, ou mesmo atualizações no decorrer das temporadas. Por se tratar de uma beta, muitos bugs puderam ser observados, tais como “listras” surgindo na tela ao acessar determinada parte de Hotel Royal, armas perdendo a renderização, ou ainda o fechamento espontâneo do game.

Outro ponto que requer extrema atenção dos desenvolvedores é o respawn do game, que por vezes não faz o menor sentido. Após a primeira morte da partida ocorrer, não haverá mais padrão no retorno ao mapa entre os dois times, é muito comum “renascer” ao lado de algum inimigo, ou caminhar poucos metros e ser morto pelas costas. Contudo o problema deva ser sanado no lançamento oficial, já que a Sledgehammer permite o feedback in-game dos usuários, e muita gente sofreu com o mesmo motivo.

Na beta foi possível chegar até o nível 30, sendo que os players que tiveram progressão até o nível 20, receberão uma skin de arma exclusiva. Nos demais detalhes, Vanguard obviamente continua sendo COD, há o campo para personalização de suas classes de armas, vantagens e séries de baixas. Como já é conhecido, as armas possuem status que são alterados de acordo com seus acessórios, melhorando alguns pontos e sacrificando outros, para manter um balanceamento e atender o estilo de cada um.

COD: Vanguard pode ser adquirido em pré-venda, com edições que variam na média de R$ 279,00 à R$ 439,00. Em sua versão final, podemos esperar mais armas, vantagens, mapas e modos de jogo (na beta foi possível jogar os tradicionais mata-mata em equipe, baixa confirmada e dominação, com distinção do número de players por partida). Também podemos esperar um modo Zombies mais próximo do que já conhecemos, afinal a Treyarch ficará responsável por essa modalidade de jogo.

Para o singleplayer a tendência é de um bom enredo, a temática da Segunda Grande Guerra, apesar de bem explorada, sempre permite bons resultados, e o Storytelling desde WWII ganhou uma profundidade enorme. Contamos com vocês, Sledgehammer!