Análise de The Revenge of Shinobi

Análise de The Revenge of Shinobi

25 de Outubro, 2021 0 Por Markus

Por: Cosmão

Ficha do Jogo:
Data de lançamento do jogo original: 1989
Gênero: Plataforma
Desenvolvedora: Overworks, Sega AM1, Sega
Publicadora: Sega
Plataformas:  Mega Drive, PC – Computador (Microsoft Windows, Linux, macOS), Xbox 360, Wii, Arcade, Playstation 3, Celular – Mobile

Avaliação:
Nota: 8,0

Jogos envolvendo ninjas sempre me fascinaram. Quando ganhei meu Master System, um dos primeiros jogos que aluguei foi Shinobi, o qual eu terminei com muito sofrimento, sofrimento esse que só não foi pior do que ver o final do game. Enfim, os tempos passaram e o Mega Drive chegou. Com ele, uma batelada de jogos novos, novos Sonics, novos Out Runs, e um novo Shinobi com certeza apareceu. Revenge of Shinobi é o primeiro da Sega pro Mega Drive e uma sequência direta do primeiro título, lançado apenas para Arcades e Master System. Será que o game fez a lição direitinho e conseguiu se sobressair com tanta coisa boa pro Mega na época? É o que vamos ver…

Para começo de história, só pra dar uma variada, vou falar das belas canções presentes no jogo. Produzida pelo mago musical chamado Yuzo Koshiro, carinhosamente apelidado de Koshirão, as músicas de Revenge of Shinobi fazem jus ao trabalho do japa, que nunca negou fogo em nenhum jogo da Sega. Ok, talvez em Streets of Rage 3 ele tenha feito experimentalismos demais e por isso prejudicou um pouco as trilhas, mas nada que seja alarmante. Confesso que sou fã do cara e nada que disserem contra ele eu vou aceitar. Sim, sou um sovina filha da mãe, admito.

ninjas genéricos lançando suas estrelinhas mágicas

Bom, tanto em músicas como em efeitos sonoros, o jogo está impecável. Melodias lindas e grudentas, bem compostas, mesmo estando abaixo das composições máximas de Koshirão como em Streets of Rage 1 e 2, ainda assim são belas. Dá gosto jogar um game com músicas bacanas, e esse é o caso de Revenge of Shinobi.
Ok, após tanta “melação” musical, vamos falar da história do joguete.

Revenge of Shinobi se situa logo após o primeiro game, onde chutamos a bunda da organização Zeed com tanta força que foram precisos anos pros caras se recomporem, contratarem centenas de ninjas genéricos e montar maquinários vagabundos novamente. E, novamente, controlamos nosso ninja supremo com o singelo nome de JOE! O querido Joe Musashi!

A organização Zeed vem com algumas surpresas, sendo a maior de todas é o novo nome, chamada agora de Neo Zeed, ou NOVA ZEED. Criatividade definitivamente passou longe aqui… Pois bem, os caras da Zeed raptaram Naoko, a japonesinha bela e random que dá sentido pra matança sem fim e ainda assassinaram o mestre de Joe, provando que são uns canalhas de primeira. Jurando vingança, nosso ninja lançou mão de alguns kunais, pegou sua espada e partiu em vingança para chutar a bunda da Neo Zeed novamente.

Enredo simples, direto, envolvendo vingança, naturalmente. Acredito que 99% dos enredos envolvendo ninjas tem a ver com vingança, então não dá pra crucificar Shinobi neste ponto. E Joe ainda é o ninja querido de todos, que desfilou pelo primeiro game com toda malemolência de um…. assassino impiedoso.

Em Revenge of Shinobi temos algumas novidades muito bem vindas. Joe agora pode executar um salto duplo. Uau! E se nesse salto o jogador apertar o botão de ataque, Joe lança uma chuva de kunais nos inimigos que os transformam em explosões na mesma hora!! Uau de novo!! Kunais explosivas! Tirando o fato de ninjas explodirem (o que é perfeitamente normal em um game com ninjas, o que eu estou querendo??), o jogo conserva o que existia de melhor no primeiro: seus controles firmes.

Tudo em Shinobi (ou Revenge of Shinobi) envolve muito planejamento. Não adianta sair pulando feito louco e atirando kunais feito um idiota, pois você morrerá em poucos segundos, seu imbécil! É preciso calma, calcular saltos, atacar no momento certo e fazer um bom uso do pulo duplo. Para ajudar, Joe conta com 4 magias poderosas e que não servem apenas pra despachar inimigos, mas também para ajudar o jogador em determinados momentos. Por exemplo, ao pausar o jogo, podemos escolher qual delas utilizar: tem magia de ataque,de ficar invencível, de explodir o mundo e de saltar bem alto, o que ajuda pra caralho em momentos difíceis onde não sabemos mais o que fazer pra alcançar o maldito caixote lá no pico da montanha. E todos sabem, “itens em lugares difíceis dão excelentes recompensas”, o que pode explicar o fato de ser obrigatório explorar muito bem as fases nesse jogo.

Revenge of Shinobi é um jogo difícil? Eu diria que sim e que não. Na primeira jogada tudo pode atrapalhar um pouco, o boneco não é lá tão flexível, digamos assim, mas dá pra levar numa boa após passar um tempo se acostumando. O problema é que os inimigos muitas vezes estão tão bem posicionados que acabam obrigando o jogador a usar ou alguma magia ou o ataque da chuva de kunais, sugando as armas restantes.

Nas fases é possível achar, além das kunais, vidas, energia e o power, que aumenta o ataque das kunais e da espada, fazendo de Joe um ninja mais mortal ainda.

Finalmente, o game é bastante bonito. As fases são bem variadas, indo de templos até montanhas com cachoeiras, fábricas, cidades e esgotos, tudo com uma boa fidelidade gráfica. Os personagens se repetem um pouco, mas mesmo assim estão no padrão. Joe tem uma boa movimentação, que poderia ser melhor, claro, mas quebra o galho.

Termino recomendando fortemente o game pra quem não conhece, ou só tenha jogado o Super Shinobi II, também pro Mega. Lembrando que este game é conhecido como Super Shinobi no Japão, mas foi renomeado pra algo mais bacana ao chegar no ocidente, diferente da segunda versão.

Resumão:

PRÓS:
+ gráficos bacanas;
+ dificuldade prazerosa de se aprender;
+ é um legítimo Shinobi;
+ Yuzo Koshiro.

CONTRAS:
– movimentação limitada;
– requer insistência pra pegar a manha de atacar cautelosamente.