Análise de Layer Section II

Análise de Layer Section II

4 de Janeiro, 2022 0 Por Markus

Por: Augusto Aragão

NOTA: 9.5

Continuação de Galactic Attack (chamado de Layer Section no Japão), supera a versão original em dois aspectos: gráficos e jogabilidade. Um detalhe também a ser considerado está no fato deste jogo ser uma adaptação do Arcade de mesmo nome e lançado apenas no Japão.

Diferente da primeira versão, que era em estilo vertical, esta segunda apresenta um estilo mais “inclinado”, quase em visão de terceira pessoa. Isto foi conseguido com o uso de um ambiente poligonal, que conferiu ao jogo maior sensação de profundidade e tridimensionalidade. Em muitas fases o jogador vai se sentir realmente voando e alguns efeitos de rotação e zoom vão fazer o jogador viajar.

O ambiente em 3D está muito bonito, detalhado e interage bem com o jogador. Há torres que podem ser destruídas, canhões e tanques no solo que podem ser alvejados. Não sendo apenas isso as fases no espaço vão realmente passar uma sensação de imensidão! Muito bom da parte da Taito! Complementando isso, inimigos de montão, também poligonais, vão deixar a ação constante.

Desde as naves que o jogador controlará até os inimigos e chefes (por sinal grandes e difíceis), há muito detalhamento gráfico e fluência nos movimentos. O único aspecto negativo é que o jogo fica um pouco lento quando há grande aglomeração de sprites na tela. Nestas situações há uma saraivada de tiros e explosões que podem fazer o jogador nem perceber onde está e se acertou ou foi alvejado.

A jogabilidade está uma maravilha! É impressionante como a Taito conseguiu melhorar e tornar mais simples este fator. As naves se deslocam de forma bem suave e o sistema de tiro pode ser simplificado para dois botões, tornando a ação mais dinâmica. Normalmente há um botão para tiro, um para o laser teleguiado (arma típica da série) e uma para o ataque especial, mas o jogador pode escolher colocar o tiro e o laser teleguiado em um botão só, aumentando a margem de acerto.

O que vai realmente decepcionar é a parte sonora, tanto de músicas como de sons. O conjunto Zuntata sempre me é lembrado por jogos como Darius e a primeira versão de Layer Section, mas nesta segunda versão as músicas estão ruins, sendo apenas algumas que merecem destaque. Entre elas a música da quarta fase é a mais impressionante! Passa uma sensação de viagem e batalha que só é sentida em desenhos japoneses tipo Yamato e Capitão Harlock! Já os efeitos sonoros são variados mas estão um tanto baixos e alguns ficam inaudíveis. As vozes digitalizadas estão também muito baixas e com qualidade inferior.

A dificuldade é moderada e o jogo permite a presença de um segundo jogador simultâneo, o que garante mais ação. Há três naves da série R-Gray a disposição do jogador, sendo cada uma com características bem próprias: a R-Gray 0 não possui ataque especial, pode travar até 8 inimigos ao mesmo tempo e possui o laser teleguiado mais rápido do jogo; a R-Gray 1 pode travar até 8 inimigos simultaneamente enquanto que a R-Gray 2 trava até 16! Estas duas naves possuem ainda um ataque especial e assim que o gastam precisam repor a barra para este ataque, fazendo uso dos lasers teleguiados.

Este é bom jogo para os fãs de Shooters, possui ainda uma abertura e animações em FMV muito boas, que valem a pena ser curtidas. O jogo conta ainda com um modo Attack, que permite o jogador treinar nas fases que já passou…