Análise de Total War: Warhammer III – Um fantástico universo nos espera!

Análise de Total War: Warhammer III – Um fantástico universo nos espera!

17 de Fevereiro, 2022 9 Por MrSuperFanMr

Ficha do Jogo:
Lançamento: 17 de fevereiro de 2022.
Gênero: Estratégia em turnos (TBS), Estratégia em tempo real (RTS).
Desenvolvedores: Creative Assembly.
Publicadora: SEGA, Feral Interactive.
Plataformas: PC – Computador (Microsoft Windows, MacOS e Linux).
Tempo de Jogo: 25 a 300 horas (depende do jogador).

Classificação Indicativa: +12 anos.

Apresentação Inicial

Total War: Warhammer III (TWWH3) é o terceiro e mais recente título de Warhammer dentro do universo Total War. Total War é conhecido por ser uma grandiosa saga de jogos de estratégia em turnos voltado para períodos históricos (Rome, Shogun, Napoleon), mas a sua vertente, Warhammer (Universo fictício criado pela Games Workshop em 1983. Basicamente é um jogo de tabuleiro com miniaturas de guerra), explora um universo mágico repleto de ação e caos trazendo um estilo único dentro da franquia.

O gênero de estratégia pode não ser o favorito da maioria dos jogadores devido aos altos níveis de complexidade que eles apresentam. No entanto, Total War: Warhammer III oferece uma experiência que ajuda novos jogadores e que abre portas para novos fãs da franquia. É impressionante o quanto que o game cativa o jogador e te faz perder a noção do tempo enquanto monta um plano de jogo para ser o melhor a cada jogada. Embarcar na fronteira entre os mundos será um grande desafio, mas com certeza, será bem recompensador.

Enredo

O grande Deus-urso, Ursun, está fraco. Seu silêncio traz o desequilíbrio no poder do mundo que agora está sendo disputado por múltiplas facções. Alguns guerreiros buscam a salvação do Deus-urso e a restauração do poder, mas outras, buscam tomar o seu lugar.

Não serei apenas mais um.

Como o Jogo Funciona?

Antes de mais nada, é sempre bom lembrar que Total War surgiu sendo uma mistura de Civilization (gerenciamento de recursos, diplomacia) com Age of Empires (Batalhas e exércitos). Porém, Total War seguiu um caminho muito mais bem elaborado em ambos os quesitos. Diferente do que vimos em Humankind, Total War tem um foco maior em batalhas épicas e administração de exércitos. Assim como qualquer coisa que exija um planejamento, Total War: Warhammer III exigirá paciência para aprender como as coisas funcionam e cautela para montar uma estratégia de guerra que poderá levá-lo à vitória.

No modo campanha teremos a opção de escolher a nossa facção. Ao todo são oito facções e cada uma possui as suas próprias características. Ao escolher uma facção, também podemos escolher o líder dela que concederá vantagens diferentes durante a campanha. Uma coisa muito bacana disso é que cada uma possui mecânicas e estilo de batalhar diferentes, não só na parte visual, como em suas funcionalidades. Isso aumenta drasticamente o fator replay, tornando-o quase que obrigatório.

Para uma melhor experiência durante o jogo, podemos realizar o modo prólogo, que servirá como um tutorial para os novatos e uma oportunidade de relembrar como as coisas funcionam para os jogadores de longa data. Esse modo conta com uma introdução a história que o game apresenta e uma introdução das mecânicas que encontraremos mais à frente. Para contar a história, teremos uma série de animações (assim como em Humankind) e o desenrolar dela através de diálogos durante o gameplay. O prólogo é longo e vai levar algumas horas para ser finalizado, mas é uma experiência bem completa e uma ótima forma de motivar o jogador a mergulhar de cabeça no universo do game.

O início de uma jornada.

Por se tratar de um jogo estilo tabuleiro de mesa, seguiremos o padrão de movimentação do personagem através dos turnos. Nesse ponto, não tem erro, é só selecionar o personagem, local ou exército e utilizarmos do nosso turno para movimentá-los ou realizar uma ação. A movimentação é muito boa e muito bem animada. É bem bacana ver um exército gigantesco batalhando ou correndo até uma direção, tudo bem organizado.

Soldados indo em direção ao norte. (Go to North!)

Analisando de uma forma geral em comparação aos seus antecessores, Warhammer 3 consegue aprimorar as mecânicas em praticamente todos os sentidos. Muitas coisas em relação ao desenrolar do enredo, que anteriormente eram bem enrolados e acabava estragando um pouco da experiência final, o terceiro título contorna muito bem e consegue deixar a progressão mais agradável e satisfatória.

Facções

A partir do modo campanha (não podemos escolher facções no prólogo), podemos escolher que tipo de facção teremos. Cada uma é uma campanha diferente, mas que segue a mesma história. Teremos oito opções e cada uma com seu respectivo Senhor (líder), porém o jogo recomenda apenas duas como ideal para a primeira campanha, sendo ela: Kislev e Demônios do Caos.

Kislev: O Tzarado de Kislev (ou Reino da Rainha do Gelo) é uma civilização do norte do Velho Mundo. Poderosos e belicosos, representam uma “Rússia” da vida, com seus guerreiros brutos e independentes, determinados em defender a terra. Tem como principal Senhor, a bruxa do gelo, Tzarina Katarin e Kostaltyn. O estilo de batalha dos kislevistas oferece um combate híbrido e equilibrado entre distância e corpo-a-corpo. Podemos alterar entre a cavalaria comum e ursos de guerra (e cá entre nós, isso é sensacional). Possuem diversos poderes mágicos que auxiliam em batalha e são ótimos para quem está começando.

Demônios do Caos: Um príncipe que abre mão de si para receber as bênçãos Destruidoras de todos os Deuses do Caos. Abandona a sua forma mortal e torna-se um demônio a fim de vingar de soberanos e deuses. Tem como Senhor, o versátil e imprevisível, Príncipe Demônio. O estilo de batalha dos Demônios do Caos permite misturar as forças de todos os deuses do Caos e, caso cause danos com o seu Líder, gerará glória, que concede vantagens randômicas para o seu exército.

Grande Cathay: O lendário império Cathay possui um exército imponente, repleto de guerreiros valentes, de lealdade inabalável e inigualável harmonia com a guerra. Os viajantes da região mencionam Dragões serpentinos até Juncos Celestes voadores com munições multicoloridas. Um grupo que visa o equilíbrio e a harmonia, assim como Yin e Yang. Representam o “Mundo oriental”, com suas gigantes muralhas e uma bússola guia. Tem como principais Senhores dois líderes que podem se transformar em dragões. O estilo de batalha dos Cathay é focado no corpo-a-corpo e ataques a distância. Caso sejam posicionados próximos, a harmonia entre eles concederá uma força maior.

Reinos Ogreiros: Em um universo fantasioso, não há como faltar os ogros. Os ogros são humanoides brutos e famintos. Tratam tudo na base da força bruta, destruindo tudo que veem pela frente. São capangas, bandidos e mercenários, fazendo tudo na base da recompensa afim de satisfazer Borraca, o deus dos Ogros. Tem como senhores, o glutão, Greasus Dente de Ouro e o carniceiro, Skrag. O estilo de batalha dos ogros é baseado na pancadaria e podem utilizar os “Gnoblars”, que seriam uma espécie de gnomo, para distrair inimigos.

Khorne: Deus sangrento do trono de bronze, localizado no topo da montanha de crânios (convidativo, não?). Não liga para nada além de poder e matança. Brutalidade e violência os representam e seus seguidores juram subserviência total a ele. Não fazem feio no que se diz respeito ao caos e ao seu lema: “Sangue para o Deus Sangrento!”. Tem como Senhor, o grande Skarbrand, o exilado. O estilo de batalha dessa facção é focado em ataques corpo-a-corpo. Não possuem mágica, mas são resistentes a elas. Eles são basicamente tanques ambulantes que causam dano. Não há muitas opções táticas e são recompensados cada vez que causam dano ao inimigo.

Nurgue: O horrível e nojento deus da Doença, senhor da peste. Também é a personificação do renascimento, já que sem a morte não há vida. Sua força é enfraquecida quando as pessoas estão saudáveis, mas não há muito com que se preocupar se os seus seguidores espalharem doenças por aí. Tem como Senhor, o pai das pragas, Ku’Gath Plaguefather. O estilo de batalha dos Nurgues é voltado para um lento e robusto combate corpo-a-corpo. São resistentes e podem ser curadas. É o tipo de classe que leva danos e fica mais forte com isso. Um espetáculo de nojeira, mas de certa forma, muito “bonito” de se ver.

Slaneesh: Deus do excesso e do hedonismo (prazer como bem supremo). São elegantes e sedutores (de uma forma não muito esteticamente positiva). É o mais novo de todos os deuses, uma vez que a complexidade das emoções é uma característica de raças inteligentes. Seus seguidores são consumidos por seus desejos mais sombrios e fazem o possível e o impossível para satisfazer seu mestre. Tem como Senhor, o “belo”, N’Kari (Parece o quatro braços do Ben 10, só que no lugar de duas mãos em um dos par de braços, possui pinças. Suas cores são voltadas para cores sedutoras, com aspecto lilás e roxo). O estilo de batalha dos Slaneesh é focado na agilidade e na capacidade de flanquear seus inimigos. O foco na velocidade sacrifica sua defesa e resistência, então mesmo com um exército gigante, a demora de uma batalha poderá sacrificar todo seu time.

Tzeentch: Transformador das coisas e Deus do Caos da magia. Detentor do conhecimento do destino. Seus súditos são manipuladores e influentes e estão sempre buscando marionetes para completar seu jogo de peças no tabuleiro da destruição. Tem como Senhor, a bela ave (abutre) de duas cabeças, Kairos Fatewever. O estilo de batalha dos Tzeetch é focado em combate a distância, utilizando da magia, poder de fogo e unidades voadoras. Podem manipular exércitos inimigos, mas não são bons em combate corpo-a-corpo. É a facção ideal para quem visa o combate a distância.

Exército

Mesmo com muitas outras possibilidades e mecânicas diferentes, o foco de Total War é a administração de seu exército e lutar batalhas contra seus inimigos. Warhammer 3 oferece uma vasta variedade de soldados em diversas classes diferentes. Como cada facção tem seu próprio sistema, vou sintetizar tudo para ficar mais dinâmico. Temos o nosso senhor e ele será o nosso principal foco, pelo menos no começo. Nele poderemos acrescentar soldados ao nosso exército e recrutá-los. A “construção” ou recrutamento de um soldado utiliza dos turnos para que efetivamente entre no seu exército. Cada soldado possui um custo de integração e um custo de manutenção.

Conforme batalhamos, desbloqueamos novas classes de soldados (cavalaria, arqueiros e outros), poderemos adicioná-los conforme a disponibilidade dentro do nosso próprio exército e alguns soldados especiais (ursos, dragões e outros) podem possuir uma quantidade única dentro dele. Os soldados possuem uma barra de vida, cansaço e a unidade possui uma de liderança. A barra de vida e cansaço são autoexplicativas, porém a de liderança possui uma característica menos óbvia, ela representa a vontade da nossa equipe de continuar lutando. Se sofrermos baixas demais, eles deixarão de acatar as nossas ordens e poderão desertar (antes fugir que deixar todo mundo morrer, certo?).

Preparados ou não, a luta continua.

É necessário estar em cidades para fazer um recrutamento mais completo de seus soldados. Lá também podemos ficar para os nossos soldados se recuperarem de batalhas e descansar. Não é possível sair da cidade enquanto há soldados para serem recrutados. Quanto mais soldados na fila de espera, mais turnos levará para poder sair explorando.

Senhores e Heróis

Os nossos Senhores serão os protagonistas do jogo. Eles serão os responsáveis por comandarem os exércitos, motivá-los (caso estejam propensos a desistir, podemos incentivá-los se lutarmos do lado deles), dominar territórios, montar cidades, construir, negociar, etc. Pode variar de acordo com cada facção, mas podem ser customizados. No nosso primeiro contato com um Senhor será no prólogo e ele poderá ser equipado com itens que conquistamos durante a exploração e batalhas. Podemos equipá-los com armaduras, auxiliares (concedem um bônus), itens mágicos e outros. No caso da facção dos Demônios do Caos, por exemplo, basicamente podemos montar o nosso demônio por completo (cabeça, corpo, chifres), além de algumas especializações únicas da categoria. Temos também outros personagens que irão nos ajudar nas conquistas e que também podem ser customizados como o Senhor principal. Não são todos que possuem um alto nível de interação nessa parte, mas é uma ótima opção para deixar seu personagem mais preparado para a grande jornada que terá pela frente. Os heróis também podem ser customizados, assim como os Senhores. Os heróis nos auxiliarão ferindo nossos inimigos, assassinando heróis inimigos e roubando informações de bases inimigas, recompensando o jogador com uma redução nos turnos de pesquisa.

Yuri.
Zorya.
Tzarina Katarin.

Nossos senhores e heróis possuem uma árvore de habilidade para que possamos fazer upgrades e melhorar nossas competências pessoais (liderança, poderes e outros). São muito semelhantes uma das outras e também existem habilidades específicas para cada um. No menu de habilidades temos a possibilidade de ver as características do personagem, as habilidades, detalhes e atributos, o que facilita na hora de fazer um upgrade em alguma dessas áreas.

Construções

Podemos conquistar bases pelo mapa ou podemos tomá-las de inimigos. Assim que estivermos com a posse do local, poderemos construir a nossa base e evoluí-la para cidades. As cidades podem ser tanto simples quanto protegidas e as maiores fortificações podem ser elevadas até o nível cinco.

Dentro das cidades podemos construir coisas que agregarão a ela de algum modo. Construir locais fará com que nossa civilização cresça e consiga fazer a sua manutenção, tanto financeiramente quanto de recursos. Podemos acompanhar o desenvolvimento da cidade através do menu que aparece quando a selecionamos. Novamente, todas as construções levarão uma certa quantidade de turnos para que aconteça. São inúmeras opções de construção e níveis de aprimoramento. Temos desde chácaras até um centro de recrutamento de soldados. Também podemos construir locais para armazenar provisões e treinar nossos guerreiros.

O jogo oferece uma “árvore” de construção, separando por tipo e nível de cada uma delas. Elas podem gerar uma renda interna que servirá para pagar os custos de manutenção dos soldados e manterá o controle do tesouro da cidade. Se administrarmos mal nossas economias, poderemos ter sérios prejuízos. Podemos amenizar os gastos dispensando pessoas do nosso exército, mas é sempre bom saber dosar quem pode ir embora e quem deve permanecer.

Crescimento da cidade, construções e efeitos da nossa cidade.

Tecnologia

Realizar pesquisas tecnológicas permitirá que novas construções sejam possíveis. Dentro da categoria “tecnologia” podemos fazer o upgrade de praticamente tudo que utilizaremos durante o gameplay, desde o básico do tratamento de materiais até evolução de combate e gestão comercial da nossa civilização. Cada pesquisa leva em torno de quatro turnos, já as que exigem uma certa quantidade de pesquisas realizadas podem durar um pouco mais. É tanta função e recompensas que temos em relação à tecnologia que falar sobre todas é inviável. Uma coisa é certa, conseguir administrar a evolução da sociedade fazendo escolhas estratégicas do que evoluir é um feito e tanto. Exige bastante cautela e precisão, já que qualquer escolha mal pensada poderá acarretar em um atraso ou até mesmo em desastres da sua facção.

A barra vermelha indica que existem mais opções para o lado.

Bases

As bases podem ser tanto aliadas quanto inimigas. Algumas serão neutras e permitirão essa adequação, já outras, não tem discussão, serão suas rivais. Elas são as cidades e províncias que estarão ao seu redor. Atacar uma base neutra fará com que você possa escolher o que pretende fazer com aquele lugar se vencer. Cada opção poderá resultar em um custo, seja do seu exército quanto do tesouro da sua cidade. Podemos fazer uma limpa no local e ocupá-lo, como podemos apenas ocupá-lo ou destruí-lo. Após dominarmos o local, poderemos construir e utilizar de base para nossos Senhores.

Atacar uma base inimiga pode não ser tão simples. Se essa cidade for bem desenvolvida, os riscos de uma derrota são grandes. Para contornar essa situação, é possível enfraquecer sua proteção ou atacar com cautela. Isso custará alguns turnos e pode não ter o resultado esperado, porém, sempre que tiver essa opção, é a mais inteligente e poderá evitar uma batalha mais pesada. Caso nossa base seja atacada por inimigos, não poderemos recrutar soldados (e se estiver fazendo isso, não ocorrerá). Podemos utilizar nossos heróis para tentar ferir ou matar os inimigos que estão nos atacando. Vencendo eles, sua base ficará danificada e terá que restaurá-la para continuar sendo eficaz.

Minha cidade…minha maior fraqueza.

Batalhas

Não há como negar, essa provavelmente é a parte mais aguardada da análise. O sistema de batalhas de Warhammer 3 une tudo que funcionou nos jogos anteriores e melhora significativamente. Em outros jogos de estratégia no estilo podem até possuir um sistema de combate bacana, mas nenhum é tão bem elaborado quanto de Total War.

Aqui é onde o bicho pega para valer. Disputar territórios poderia ser simplesmente trocar uma ideia maneira com o oponente e resolver tudo na paz, mas nesse caso, lutar poderá resolver muitos problemas (desde que você seja o que bata e não o que apanha). Após recrutar nossos soldados e partir efetivamente para uma luta, podemos posicionar nosso exército pelo cenário da forma que acharmos mais efetiva. Cada tipo de classe ficará separada de uma forma padrão em todo o começo de batalha, mas o momento “certo” de planejar o ataque é antes de iniciar o confronto.

A posição dos meus soldados foram pensadas estrategicamente (erradas, mas estrategicamente).

Antes de cada conflito, podemos ver qual será a possibilidade de vitória e derrota, além do quanto perderemos do nosso pessoal. Na tela inicial de confronto, podemos selecionar a opção de batalhar automaticamente (só é recomendado quando estiver com chances de vencer, caso contrário, lute para tentar a sorte de vencer), batalhar manualmente e/ou fugir da batalha. Nem sempre existe as opções automáticas e de fuga, tudo depende do tipo de conflito. Vale lembrar que existem vários tipos de vitórias e derrotas, podemos vencer de forma corajosa ou vencer de forma ordinária. O mesmo vale para a derrota, podem ser honrosas ou humilhantes.

Felizmente o resultado foi positivo.

Nossos soldados atuam conforme o jogador ordena e de forma automática. Em um ambiente vantajoso para arqueiros, como uma montanha, por exemplo, podemos ordenar que peguem uma tropa inimiga de surpresa e deixar que atirem tanto com nossas ordens quanto preparados para sempre disparar. Tudo vai depender de qual é a sua intenção no momento. Os soldados cansarão se atacarem sem parar, então não é uma boa opção deixar sempre ativado.

Podemos trabalhar com cada tropa separadamente ou podemos formar grupos. Unir duas unidades fará com que tenha o controle sobre ambas de uma vez só e as posicione da forma que desejar pelo espaço permitido do cenário. A ordem que os soldados ficarão poderá e deverá mudar com cada combate. Um posicionamento que favoreça ataque a distância não necessariamente será favorável em um ambiente diferente, menos ainda se for com um grupo diferente de inimigos. O mesmo vale para conflitos que possuem muralhas. Arqueiros ajudarão a derrotar inimigos, mas não derrubarão muros, então é necessário ter o pessoal da força bruta na frente (importante lembrar que existem ferramentas que podemos construir para invadir muralhas ou arrebentar portões).

A estratégia que usei nesse ambiente não funciona com um cenário sem muralhas.

É sempre bom estar atento aos lugares em que visita para evitar possíveis emboscadas inimigas. Essas emboscadas não permitem a batalha automática e com certeza poderá te pegar de surpresa (se não fosse surpresa, não ia valer de nada, né?). Isso aconteceu comigo e foi muito desanimador, já que o time inimigo estava um pouco mais preparado e acabei levando uma bela derrota.

Pelo menos derrotei 8 inimigos.

Diplomacia e Aliados

Ser diplomático é uma virtude muito válida quando se trata de estratégia de expansão territorial. TWWH3 traz um sistema de diplomacia mais simples do que o visto em Humankind, mas que funciona bem para a proposta do game. Não temos muitas opções e nem recompensas. Não é fácil usar da diplomacia e implicará em territórios que não poderão ser dominados após firmar uma aliança. Para um Senhor aceitar sua proposta, será necessário deixar as coisas equilibradas, seja no vínculo com ele ou pagando uma boa quantia para que essa proposta seja aceita. Você poderá exigir pagamentos (não muito vantajoso se não estiver muito popular) ou presenteá-los para agradá-los.

Podemos realizar tratados de paz (não atacar), compartilhar unidades militares, permanecer em território aliado sem consequências, acordos comerciais, entre outras coisas. Muitas vezes, ou melhor, na grande maioria das vezes, eles que iniciarão com uma proposta, inclusive exigindo altos pagamentos da sua parte. Invadir territórios que possuem tratados acarretará em declaração de guerra e você será visto como traidor. Ser traidor nunca é vantajoso, então não vale a pena correr o risco. É possível romper com os tratados, mas esteja certo de que é isso que pretende fazer.

Sempre leia as qualidades de cada um.

Conselheiro

O conselheiro já apareceu diversas vezes nas imagens anteriores e é será o nosso guia. É um companheiro que explica as funções do game enquanto descobrimos as novidades. Bom, novidades que são praticamente constantes mesmo após horas de gameplay. Uma ótima forma de orientar o jogador e uma companhia durante o game.

Grande conselheiro.

Problemas e Bugs

Aqui é uma parte que vai complicar para alguns jogadores. O game exige um computador bem robusto para jogar nas configurações recomendadas e exige cerca de 120gb de armazenamento. Para o que o game oferece, temos uma experiência otimizada e dentro dos padrões necessários para funcionar bem? Bom, não está muito otimizado, pelo menos não estava até o momento dessa análise, no lançamento. Creio que algumas atualizações possam deixar a experiência em relação ao hardware mais consistente. O game possui um tempo de carregamento significativamente longo, o que acaba exigindo o uso de SSD para evitar demoras e travamentos indesejados. O game travou algumas vezes durante a inicialização, mas durante o gameplay quase não se vê travamentos (fora das telas de loading). Temos quedas de quadros e um serrilhado bastante presente. Mexer na configuração dá para suavizar bem o serrilhado, mas achar a qualidade perfeita leva um pouco de tempo, ainda mais pensando nos requisitos do game.

Em relação aos bugs, presenciei poucos e a grande maioria foi relacionado aos exércitos durante as batalhas. Nesse ponto, temos que dar um desconto devido a alta quantidade de coisas acontecendo ao mesmo tempo e a altíssima quantidade de personagens na tela. Alguns momentos, em ambientes montanhosos, a câmera entrava em vãos presentes no cenário e dava uma enroscada, mas efetivamente, em relação aos bugs, nada que atrapalhe durante o gameplay.

Uma das telas de carregamento (a arte é incrível).

Extras: Trilha Sonora, Multiplayer, Dublagem e Sangue a parte

Trilha sonora de jogo de estratégia costuma sempre seguir uma pegada orquestral-medieval e, com Warhammer 3, isso não é muito diferente. O jogo traz uma trilha sonora sensacional e bem caprichada. O clima mais calmo durante a exploração e mais intenso durante as batalhas entregam um charme a mais para o jogo, tornando a experiência bem agradável e imersiva. Realmente é um aspecto que não posso deixar de mencionar.

O game apresenta um modo multiplayer bem completo, permitindo jogar o modo campanha em até 8 jogadores, um modo Dominação no sistema um contra um. Além disso, conta com batalhas personalizadas e classificatórias para complementar o clima de batalhas. Uma coisa é certa, sozinho é muito bom e com amigos será melhor ainda.

Um ponto que eu não posso deixar de comentar, assim como a trilha sonora, é a dublagem que o game apresenta. As vozes são sensacionais, principalmente as das animações. As vozes combinam com os personagens em momentos em que aparecem, além da narração encaixar perfeitamente no modo campanha, em clima de jornadas que entrarão para a história.

Eu não queria nem ter que falar sobre isso, mas será necessário. Assim como nos jogos anteriores de Total War: Warhammer, não temos sangue durante as batalhas. Por que isso acontece? Bom, o sangue é vendido separadamente como uma DLC. Não costuma ser muito caro, mas é um completo absurdo de se acontecer, principalmente em um jogo de guerra e tendo como lema de uma das facções: “Sangue para o Deus Sangrento!”.

Conclusão

Total War: Warhammer III definitivamente é um marco para a saga, elevando o seu alto nível para um ainda maior. O game apresenta um ótimo enredo e com uma ótima progressão durante o gameplay. Oferece de tudo um pouco e trabalha muito bem no que é oferecido (com exceção do sangue). É um excelente jogo de estratégia e uma porta de entrada para os fãs mais novos da franquia; e para quem já é fã não esse jogo se traduz em um grande presente. Total War: Warhammer III apresenta uma vasta possibilidade de exploração em diversos ambientes, com diversas facções para jogar e rejogar o modo campanha de formas distintas. O único problema encontrado é que o jogo não é bem otimizado e apresenta alguns problemas de desempenho, mas, como essa análise foi produzida poucos dias antes do lançamento do game, é bem provável que esses problemas já tenham sido corrigidos, dependendo da época em que esteja lendo essa análise. Com uma trilha sonora fantástica e uma arte sensacional, desde as imagens de tela de carregamento até animações e ambientação. Percebe-se o capricho que os desenvolvedores tiveram para trazer uma excelente experiência. É um título obrigatório para fãs e, como recomendação pessoal, mesmo que não seja fã do estilo, vale a pena experimentar.

Nota: 9,2/10.

*O game foi jogado no PC, a partir de uma cópia do jogo gentilmente cedida pela SEGA; e todas as screenshots foram capturadas durante o gameplay.

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