Análise (Review) de Metal Tales: Overkill

Análise (Review) de Metal Tales: Overkill

28 de Maio, 2022 0 Por Rafa Castillo

Ficha do Jogo:
Data de Lançamento:
22 de Abril de 2022
Desenvolvedores: Jogos Zerouno
Gênero: Ação, Indie
Plataformas: Playstation 4, Playstation 5, Xbox One, Xbox Series X|S, PC – Computador, Nintendo Switch

Com sua temática voltada ao bom e velho Rock N’ Roll, Metal Tales: Overkill é uma aventura desafiadora para qualquer jogador. Desbrave essas salas repletas de inimigos empunhando a sua guitarra e faça cada nota valer a pena.

A Narrativa do Metal

A história do jogo é contada inicialmente como uma revista em quadrinhos, algo que particularmente achei muito criativo, nela temos uma prévia de que o “Deus Kuk” está possuindo todos os deuses da guitarra e através deles, os metaleiros. Realizando infinitos shows, e ajudando sua legião de “zumbis metalheads” a acabar com todas as bandas de metal e com seus respectivos fãs. Conforme avançamos no jogo e derrotamos os supostos “deuses” que são os próprios mestres das guitarras transformados pelo “Deus Kuk”, eles voltam à sua forma normal.

Você irá encontrar muitos desafios pela frente

A Jogabilidade

A princípio a jogabilidade é um pouco confusa, mas basta algum tempo de jogo para se acostumar com os botões, porém, poderia ser melhor aproveitada e aplicar maior variedade de comandos. Tendo como base o Dualshock (PS4) / Dualsense (PS5), o gatilho “R2” tem a mesma função dos botões “Triângulo”, “Quadrado”, “Círculo e “Xis”, porém, estes geram rajadas de “tiros” direcionadas conforme suas posições, seguindo a ordem temos: “Cima”, “Esquerda”, “Direita” e “Baixo”.

Ao usar o “R2” é possível darmos essas rajadas de “tiros” aleatoriamente, e com o auxílio do Stick direito direcionar para qual lado queremos atirar, algo que particularmente não vi muita utilidade, já que os outros botões de símbolos cumprem muito bem essa função.

Aqui, os tiros são rajadas de ondas sonoras emitidas ao tocar a sua guitarra, algo bem original. Além disto, há os amplificadores que funcionam como uma espécie de granada, explodindo e gerando uma onda sonora considerável, derrotando um número maior de inimigos.

Mas, algo que realmente incomoda é perder no jogo, pois conforme avançamos de fase os locais vão sendo alterados em alguns detalhes, ou seja, aquilo que estava em uma região não estará novamente quando você jogar de novo, e é aqui que pode estar a “pegadinha”, pois se você é derrotado irá voltar para a primeira fase e fazer todo o processo de avanço novamente.

Se você perder, terá que voltar tudo!

O Mapa do Jogo

O layout do jogo é simples, mas totalmente funcional, nele atravessamos diversas salas após derrotar os inimigos que nelas estão para avançarmos até a tela do “boss”. Entre essas salas estão algumas que destacam, vou separar por alguns nomes, embora não sejam destacados assim no jogo, apenas para facilitar o entendimento, sendo assim, temos:

– A “Sala do Presente”, na qual ganhamos uma recompensa e que geralmente é um pedal de efeito para a guitarra.

– A “Sala de Desafios”, na qual acionamos um botão e diversos inimigos saem de uma espécie de poço para que os derretemos.

– A “Sala da Recompensa”, na qual passamos por algumas armadilhas para pegar alguns itens especiais.

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Gráficos Interessantes

Algo que me remeteu a lembrança de “Guitar Hero” logo de cara, foram os pôsteres antes de cada início de fase, acredito ser uma clara referência considerando que ambos tratem estilos musicais semelhantes. O jogo em si é bem detalhado e seus gráficos são de bom grado visualmente falando. Mas por ser um jogo com a câmera no formato de “Visão Isométrica”, que é a visão de cima, algo comum em jogos como “Diablo” e “Age Of Empires” por exemplo, deixa um pouco a desejar.

Cada nota tocada será um “tiro”

Trilha Sonora De Puro Metal

As músicas que são tocadas durante o jogo, por mais que não sejam músicas ou bandas conhecidas, até por uma questão de direitos autorais, são bem agradáveis, principalmente para quem é fã de estilos como “Heavy Metal”, “Trash Metal”, “Prog Metal” dentre outros estilos no Rock com uma abordagem mais pesada no som.

Música empolgante durante todo o jogo!

Conclusão

Metal Tales: Overkill, é um ótimo jogo para passar o tempo e desbravar essas “Salas” aleatórias repleta de desafios, porém, sua jogabilidade e estilo de jogo podem ser algo que não agrade à todos.

Avaliação:
Jogabilidade: 7,5
Gráficos: 9,5
Diversão: 8,5
Som: 9,5

Nota Final: 8,75 / 10

Gostou de nossa análise sobre o jogo? Deixe no campo de comentários a sua opinião sobre ele caso já o tenha jogado!

* Esta análise foi produzida a partir de uma cópia do jogo gentilmente cedida pela produtora.